Foi um movimento poético do final do século XIX e início do século XX no Brasil, o marco inicial do Parnasianismo foi a publicação, em 1882, do livro Fanfarras, de Teófilo Dias.
Outras características eram:
- racionalismo;
- objetivismo;
- predomínio do significante sobre o significado;
- atração pelo soneto, pelos versos decassílabos e alexandrinos;
- poema deve interessar pela sua beleza própria e não por mensagem ideológica: " Arte pela arte".
Um dos seus principais escritores foi Olavo Bilac, que foi considerado o Príncipe dos Poetas. Ele foi o autor da letra do Hino da Bandeira e possuía um nacionalismo extremado. Notabilizou-se também pelas campanhas cívicas, principalmente no combate ao analfabetismo e em favor do serviço militar obrigatório. Poeta que procura equilibrar a forma e o sofrimento, apresenta uma linguagem dotada de vocabulário rico e de musicalidade intensa. Introduz o Parnasianismo no Brasil com o poema "Profissão de Fé", em que compara o fazer poético ao trabalho artesanal, à ourivesaria. Dentro das obras de que Bilac escreveu, destacam-se, Via Láctea, em que a objetividade parnasiana evolui para uma postura mais intima e subjetiva; Sarças de Fogo - da sensualidade ao erotismo (amores carnais); O caçador de Esmeraldas - obra de preocupação histórica e nacionalista (bandeirismo).
Raimundo Correia é um dos poetas que, juntamente com Olavo Bilac e Alberto de Oliveira, forma a chamada Tríade Parnasiana. Maranhense, estudou direito em São Paulo e foi magistrado em vários estados brasileiros. Sua poesia dentro do movimento parnasiano representa um movimento de descontração e de investigação. Revela-se um poeta inquieto, demonstrando a presença da saudade, da melancolia e do pessimismo (pode ser facilmente confundido com os poetas da segunda geração do Romantismo). Suas principais poesias são: "Sinfonias" e "As Pombas".
Alberto de Oliveira - inicia com uma poesia romântica de antecipações parnasianas de contenção sentimental e gosto exótico. Na fase de aprimoramento focaliza a terra, preocupando-se com o descritivismo plástico. No final da obra, apresenta inclinações saudosistas, melancolia, sentimentalismo e certo desespero. Seus poemas mais conhecidos são: "Vaso Grego" e "O Muro".
Postado por Caroline.
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