terça-feira, 7 de outubro de 2014

Romantismo no Brasil (Primeira metade do Século XIX)

O Romantismo  foi para além da literatura, foi um movimento artístico e filosófico que surgiu no final do século XVIII na Europa, indo até o final do século XIX. A maior característica do Romantismo era a visão de mundo que se contrapunha ao racionalismo do período anterior (neoclassicismo). O movimento romântico cultiva uma visão de mundo centrada no indivíduo, e portanto os autores voltavam-se para si mesmo, retratando dramas pessoais como tragédias de amor, idéias utópicas, desejos de escapismo e amores platônicos ou impossíveis. O século XIX seria, portanto, marcado pela arte voltada para o lirismo, a subjetividade, a emoção e a valorização do “eu”. No Brasil, o período histórico era marcado por um sentimento nacionalista, em especial pelo fato marcante que foi a Independência, em 1822. Encontramos, pois, elementos que caracterizam o período, presentes nas obras dos autores românticos. É o exemplo da exaltação da Pátria feita por Gonçalves Dias, e do clima nostálgico presente nas poesias de Álvares de Azevedo e Fagundes Varela, sem falar no engajamento nas causas sociais, presente fortemente na obra de Castro Alves, o qual abordou temas polêmicos como a escravidão.
A produção Romântica foi rica e vasta, tanto em outros países, quanto aqui, tanto em prosa, quanto em versos.

Na poesia, a obra que marca o início das produções românticas é “Suspiros Poéticos e Saudades”, de Gonçalves de Magalhães. A poesia romântica é dividida em 3 gerações:

Primeira Geração: Nacionalismo  - influenciada pela Independência do Brasil, a poesia buscava a identificação do país com suas raízes históricas, linguísticas e culturais. O desejo era o de contruir uma arte brasileira, livre da influência de Portugal, e o sentimento era de nacionalidade, resgatando elementos da história do país. Foi fortemente marcada pelo indianismo e trazia à toda elementos da natureza (flora e fauna) brasileiros. O índio era exaltado como herói, pois representava o povo brasileiro, e o Brasil em sua essência.

Segunda Geração: Mal do Século - Neste período, que se iniciou por volta de 1850, a poesia vinha de encontro às ideias e temáticas da geração anterior: o eu-lírico volta-se mais para si e afasta-se da realidade social à sua volta. Traz em si o pessimismo e o apego aos vícios. Os sentimentos são exagerados e aparecem de forma idealizada na poesia. Além disso, elementos como a noite, a melancolia, o sofrimento, a morbidez e o medo do amor são recorrentes em seus textos poéticos. O eu-lírico vivem em meio solidão, aos devaneios e às idealizações.

Terceira Geração: Condoreirismo - a última geração da poesia romântica se inspira em Victor Hugo, e traz um foco político e social. Na época, ideias abolicionistas e republicanas vinham à tona, e junto com elas o desejo de se libertar do Império. É a fase que prenuncia o Realismo, que viria em seguida, tanto é que tem como foco a realidade social, a crítica à sociedade, a poesia liberal, enfim, era o final do movimento romântico no Brasil. O condoreirismo se refere à figura do condor, uma ave que tinha voo alto, assim como os poetas românticos faziam em busca de defender seus ideais libertários.
Enquanto isso, na prosa romântica, iniciava-se, de fato, a produção de prosa literária no Brasil. Neste campo, o romantismo se dividiu por tendências, sendo elas:
  • Romance Urbano - ligava-se à vida social, principalmente no Rio de Janeiro, descrevendo os tipos humanos encontrados naquela sociedade.
  • Romance Regionalista (sertanejo) - demonstrava atração pelo pitoresco e tinha como principal característica a retratação da vida no interior do Brasil, seus hábitos, seu modo de falar, etc.
  • Romance Histórico - tratou-se de uma revalorização do passado, trazendo ao romance personagens da nossa história, retratando-os de modo nacionalista.
  • Romance Indianista - por fim, porém não menos importante, há o romance indianista, que teve como maior representante o romancista José de Alencar, e como característica a idealização do ínidio, como herói brasileiro, nobre e valente.
Já em relação aos aspectos formais, a literatura romântica é desvinculada dos padrões do Classicismo, caracterizando-se pelo verso livre, sem métrica e pelo verso branco, sem rima.
Características como o subjetivismo e o sentimentalismo não podem ser separadas da estética romântica, pois estiveram presentes em toda ela, tanto na prosa, quanto na poesia.
Além destas, há outras características tipicamente românticas, como o nacionalismo, o ufanismo, a religiosidade, a evasão, a idealização da realidade e do ser amado, o escapismo e o culto à natureza.





Postado por Amanda

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Arcadismo no Brasil (1768-1836)

Contexto Histórico

Durante o século XVIII, o mundo passava por diversas mudanças, tais como o Iluminismo, o progresso das ciências, 
a Independência dos Estados Unidos, além de várias revoluções, até mesmo no Brasil, em busca de mais independência. Um marco especial foi a Revolução Francesa no ano de 1789, que marcou o fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea. O território brasileiro foi palco da Inconfidência Mineira durante o período arcaico.

Características- Exaltação da natureza 
Partindo de um desejo bucólico, o Arcadismo estava sempre em busca pelos valores da Natureza, fazia muitas referências a terra e ao mundo natural. Os poetas dessa escola costumavam escrever sobre as belezas do campo, a tranquilidade que era proporcionada pela natureza e contemplavam a vida simples, desprezando a vida nos grandes centros urbanos, assim como também a agitação e os problemas das pessoas que viviam nesses lugares. Quando os representantes árcades moravam na zona urbana, iam sempre ao encontro com a natureza para purificar suas almas com os ares leves do campo.

Outras características do Arcadismo
*Influencias da filosofia francesa
*Inspiração nos modelos renascentistas
*Tom de confissão nos textos
*Estado de espirito espontâneo no âmbito dos sentimentos 
*Uso de apelidos
*Objetividade nas escrituras
*Idealização da mulher amada
*Racionalismo
*Patriotismo
*Linguagem simples 
*Fingimento poético 
*Temas épicos 


Autores do arcadismo:

José Inácio de Alvarenga Peixoto (1743-1792)

Nome Árcade: Eureste Fenício

Autor de "Obras Poéticas", coletânea de poesias. Destaque para os poemas Bárbara Heliodora.


Frei José de Santa Rita Durão (1722-1784)

Autor do Poema Épico "Caramuru", que exalta o descobrimento e a conquista da Bahia por Diogo Álvares Correia.


Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814)

Nome Árcade: Alcindo Palmireno

Autor do Poema Heroico-Cômico "O Desertor das Letras", que fala sobre as reformas universitárias pombalinas.

osé Basílio da Gama (1741-1795)

Nome Árcade: Termindo Sipílio

Autor do Poema Épico "O Uraguai", que narra a luta dos índios de Sete Povos da Missão no Uruguai.

Cláudio Manuel da Costa (1729-1789)

Nome Árcade: Glauceste Satúrnio

Autor do Poema Épico "Vila Rica" (1837), que narra a história de Vila Rica, atual Ouro Preto.


Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810)

Nome Árcade: Dirceu

Autor dos Poemas Satíricos "Cartas Chilenas", que satiriza a arbitrariedade do Governador de Minas Gerais na época da Inconfidência. Também escreveu a Poesia Lírico-Amorosa "Marília de Dirceu".

Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810)

Nome Árcade: Dirceu

Autor dos Poemas Satíricos "Cartas Chilenas", que satiriza a arbitrariedade do Governador de Minas Gerais na época da Inconfidência. Também escreveu a Poesia Lírico-Amorosa "Marília de Dirceu".



Postado por: Júlio


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Barroco no Brasil (1601 - 1768)

Seu marco inicial é a publicação, em 1601, da Prosopopeia, poema épico de Bento Teixeira sobre a conquista de Pernambuco. Seu término é marcado pela publicação das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa, em 1768, e com a fundação da Arcádia Ultramarina.

Suas características são: 


  • apresentação de grandes conflitos religiosos: antropocentrismo x teocentrismo;
  • culto do conflito, da contradição;
  • preocupação com a transitoriedade da vida;
  • atitude lúdica (labirinto ou jogo perfeito das formas);
  • linguagem rebuscada, com o uso frequente da ordem inversa, uso exagerado de figuras de linguagem (principalmente antíteses, hipérboles, paradoxos e metáforas);
  • duas correntes: Cultismo - jogo de palavras, linguagem rebuscada, extravagante e culta. / Conceptismo - jogo de ideias e conceitos, valorização do raciocínio logico por meio dos significados, estilo fluente com o intuito de convencer e ensinar.


Os principais autores barrocos brasileiros são Gregório de Matos e o padre Antônio Vieira.




Epílogos ( Gregório de Matos)

Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.
Quem a pôs neste socrócio?..........Negócio
Quem causa tal perdição?.............Ambição
E o maior desta loucura?...............Usura.
Notável desventura
de um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura.
Quais são os seus doces objetos?....Pretos
Tem outros bens mais maciços?.....Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?...Mulatos.
Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal
Pretos, Mestiços, Mulatos.
Quem faz os círios mesquinhos?...Meirinhos
Quem faz as farinhas tardas?.........Guardas
Quem as tem nos aposentos?.........Sargentos.
Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.
E que justiça a resguarda?.............Bastarda
É grátis distribuída?......................Vendida
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa,
o que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.
Que vai pela clerezia?..................Simonia
E pelos membros da Igreja?..........Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.
Sazonada caramunha!
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha.
E nos frades há manqueiras?.........Freiras
Em que ocupam os serões?............Sermões
Não se ocupam em disputas?.........Putas.
Com palavras dissolutas
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas.
O açúcar já se acabou?..................Baixou
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu
Logo já convalesceu?.....................Morreu.
À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.
A Câmara não acode?...................Não pode
Pois não tem todo o poder?...........Não quer
É que o governo a convence?........Não vence.
Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.



Postado por Caroline.

Literatura informativa

A literatura informativa surgiu no Brasil no século XVI, mais precisamente no ano de 1500 com o descobrimento do país por Portugal. Nesta época o continente europeu vivia em pleno Renascimento cultural e o gênero foi resultado das Grandes Navegações que tiveram o objetivo de descobrir novas rotas comerciais em direção às Índias. Este tipo de literatura possui caráter informativo, preocupando-se em descrever claramente a nova terra, sua fauna e flora, riquezas, habitantes e seus costumes.
Temos como pioneiro da literatura informativa, também bastante conhecida  como Quinhentismo Brasileiro, o viajante Pero Vaz de Caminha. Com o descobrimento do Brasil no ano de 1500 os viajantes das Grandes Navegações acabaram por se deparar com uma terra completamente distinta à que conheciam, com fauna e flora exuberante, inúmeras riquezas inexploradas além de abrigar um povo estranho, com costumes e religião ainda desconhecida pelos europeus. Portugal, inclusive toda a Europa, vivia imersa em um capitalismo a todo vapor, preocupada com suas riquezas e desenvolvimento econômico, bem diferente do Brasil no momento de seu descobrimento.
A ânsia por informações da nova terra era considerável, então Caminha redigiu em 1º de Maio daquele ano a Carta do Achamento, onde, pela primeira vez, leva a Portugal os dados e peculiaridades do nosso país. A carta exaltava as qualidades da terra, sua fauna e flora rica em diferentes espécies de plantas e animais exóticos, os estranhos costumes da população nativa e suas riquezas. Veja um trecho desta carta onde ele faz menção à beleza das índias em relação às europeias e a forma como se portavam naturalmente despidas.

E uma daquelas moças era toda tinta, de fundo a cima, daquela tintura, a qual, certo, era tão bem feita e tão redonda e sua vergonha, que ela não tinha, tão graciosa, que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhes tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela. (…)”.

 

Características 

 

-Estilo descritivo, com intenção de suprir as necessidades dos europeus que se encontravam além-mar.
-Louvor e exaltação extrema a terra recém-descoberta.
-Destaque para as belezas naturais e riquezas presentes na terra.
Por ser de estilo estritamente descritivo, o quinhentismo, ou literatura informativa, não foi, por muitos, considerada como literatura propriamente dita, contudo é um gênero literário que foi de extrema importância para o desenvolvimento inicial de nosso país e que enriqueceu a sua cultura. Após este tipo de literatura de descrição e informação o Brasil viu-se invadido por outro tipo de literatura, a dos Jesuítas que tinha como objetivo principal expandir o cristianismo.




Postado por: Amanda

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Períodos Literários no Brasil



     A divisão da literatura brasileira em períodos seria representada assim: 

PERÍODOÉPOCACARACTERÍSTICAS
Lit. InformativaSéc. XVIVisão documental e paradisíaca da nova terra
BarrocoSéc. XVII· Expressão ideológica da Contra-Reforma
· Conflito entre corpo e alma
· Temática do desengano
· Linguagem conflituosa e ornamentada
ArcadismoSéc. XVIII· Ligação com o Iluminismo
· Celebração do racionalismo
· Razão = verdade = simplicidade
· Imitação dos clássicos
· Imitação da natureza (campestre)
· Canto da vida pastoril
Romantismo
(prosa e poesia)
Primeira metade do séc. XIX· Individualismo e subjetivismo
· Sentimentalismo
· Culto da natureza
· Imaginação e fantasia
· Liberdade de expressão
· Valorização do passado
Realismo
(prosa)
Segunda metade do século XIX· Objetividade
· Verossimilhança
· Racionalismo (análise psicológica e social)
· Predomínio do urbano
· Busca da perfeição formal
Naturalismo
(prosa)
Segunda metade do século XIXTodas as características do Realismo mais:
· Cientificismo (adoção de "leis científicas" que determinam os personagens)
Parnasianismo
(poesia)
Duas últimas décadas do século XIX· Objetividade e impassibilidade
· Teoria da Arte pela Arte (Verdade = Beleza = Forma)
· Perfeição formal: métrica e rima
· Temática (descrição de objetos e Antigüidade greco-romana)
Simbolismo
(poesia)
Última década do século XIX· Subjetivismo
· Nova linguagem poética (sugestão, musicalidade, vaguidade)
· Utilização de símbolos e metáforas
· Culto do mistério
· Religiosidade mística
Pré-Modernismo
(prosa e poesia)
Duas primeiras décadas do século XX· Mescla de estilos e temas
· Preocupação social
Modernismo
(prosa e poesia)
1922 - ?· Liberdade absoluta de expressão
· Valorização do cotidiano
· Linguagem coloquial
· Paródia e verso livre
· Ausência de fronteira entre os gêneros
· Nacionalismo crítico e irônico

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Períodos literários


PERÍODOS LITERÁRIOS NO BRASIL

Dividido em dois momentos:

- Literatura do período colonial (Literatura de Informação, Barroco e Arcadismo – 1500 até 1822)
Nesse período ocorreram várias manifestações literárias de um grupo composto por alguns escritores que copiavam os padrões e tendências de Portugal.

- Literatura do período nacional ( Romantismo, Realismo – Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-modernismo, Modernismo, Pós-modernismo – da Independência até os dias de hoje).

Todos os acontecimentos históricos e marcantes da história do Brasil contribuíram para fortalecer os movimentos literários. O público cresceu e com isso estimulou os escritores a melhorar cada vez mais suas obras.

PERÍODOS LITERÁRIOS EM PORTUGAL

- ERA MEDIEVAL (Trovadorismo e Humanismo)

- Trovadorismo: poemas feitos para serem cantados, são as cantigas (de amor, amigo, escárnio e maldizer)

- AMOR (eu-lírico masculino)
- Exaltação das qualidades da dama
- Sofrimento amoroso
- Ambiente aristocrático

- AMIGO (eu-lírico feminino)
- Ambientação rural
- Linguagem e estrutura simples
- Fala do amor da mulher pelo seu amigo

- ESCÁRNIO E MALDIZER
- Crítica aos membros da sociedade
- Jogos de palavras e ironias
- Abordavam temas como escândalos, sexo, falsa religiosidade

OBS: Na cantiga de escárnio o nome da pessoa era ocultado, na de maldizer a crítica era direta e a vítima tinha seu nome revelado.

Humanismo: Valorização do homem.

- ERA CLÁSSICA (Classicismo, Barroco e Arcadismo)
Classicismo: Teve em Camões o seu maior representante.

Barroco: Textos ricos com profunda elaboração formal.

Arcadismo:
- Textos bucólicos,
- Valorização do homem,
- Linguagem simples,
- Imitação dos modelos da literatura da Antiguidade Clássica e do Renascimento.

- ERA MODERNA (Romantismo, Realismo-Naturalismo, Simbolismo, Modernismo)
Romantismo
liberdade de expressão e de pensamento,
tentativa de buscar soluções para os problemas sociais
etc.

Realismo: “O Crime do Padre Amaro” e “O Primo Basílio” de Eça de Queirós foram duas obras importantes que ajudaram a divulgar o realismo no Brasil.

Simbolismo: Marco inicial do Simbolismo em Portugal foi a publicação do livro de poesias “Oaristos” de Eugênio de Castro, em 1890.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O início da literatura

A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim "littera", que quer dizer "letras"), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela.
A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinônimos. Os primeiros registros escritos da história da humanidade não são literatura.
Há controvérsias dos estudiosos que discordam sobre quando os registros antigos se convertem em algo mais semelhante à literatura narrativa.
Um problema ao tratarmos da história da literatura é que muitos textos vão desaparecendo ao longo do tempo, por acidente ou pela total extinção da cultura que os originou.
Certos tempos primários podem ser considerados como os primeiros passos da literatura. Exemplos muitos antigos são Poema de Gilgamesh (Epopeia de Gilgamesh), em sua versão de aproximadamente 2000 a.C., e o Livro dos mortos, escrito em Papiro de Ani aproximadamente 250 a.C., mais provavelmente na data do Século XVII a.C.
Muitos textos se expandiram por forma oral durante vários e vários séculos antes que fossem escritos, e esses são difíceis de datar. O núcleo do Rig Veda parece datar de meados do século II a.C.
O Pentateuco normalmente se fecha ao redor do Século XV a.C. Outras tradições orais foram passadas em forma de escrita muito tarde, como a Edda em verso, escrita no século XIII